sexta-feira, 29 de julho de 2011

Mães do frio

Li este post há cerca de um mês e adorei. Fala sobre as mães do frio. Tomei como pessoal e fiquei me achando.

"Depois do inverninho marromenos do Rio de Janeiro, descemos ao sul do Brasil, onde fez frio de gente grande. E eu, a duríssimas penas, exerci maternidade no frio. Que me perdoem as mães do calor mas aqui vai a verdade, sem cortes: ser mãe no calor é muuuuuito do café com leite, senhoras.

Se você quiser fazer o teste mega-plus-star da maternidade, seja uma mãe de frio.

Sério. Ao observar uma mãe do frio em ação eu me sinto uma farsa, uma impostora, um José Sarney, com minhas roupinhas leves e banhos longos e destemidos.

Mães do frio agasalham, aquecem, desmelecam, cobrem, desfebram. Servem bebidas aquecidas, requentam, “o chão tá gelado!”, “o vento dá otite!”, “cadê a toca desse menino?” “e essa roupa que não seca!”

O inverninho do Rio dá até praia. Em Cingapura não tem inverno. Isso faz de mim uma sub-classe de mãe, uma mãe do calor, mulher de vida fácil. Fica aqui minha modesta homenagem a todas as mães do frio. Vocês são fodonas, recebam meu forte abraço impostor."

Para ler o resto do post clique aqui. É do blog Piscar de Olhos escrito pela Roberta, uma divertida brasileira que vive em Cingapura e é mãe do Noah que é um fofo.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Dicionário de 1 ano e 8 meses

Se aprender a falar fosse como aprender a caminhar, o Bernardo estaria na fase de engatinhar para trás: já sabe como funciona, mas não tem muita firmeza no seu destino. Emite alguns sons que já tem algum sentido para ele, a maioria por diversão.

Um pequeno dicionário:
- pa pa pa: papai
- pa pa pa: pato ou "quero ouvir a música do pato"
- pa pa pa: papagaio
- pa pa pa: pinguim
- k k k: cocô ou "fiz cocô" ou "é aqui que se faz cocô"
- co có: Doki
- co co: porco
- ca ca ca: cacaca ou "sujeira"
- coo: suco
- maa: mais ou "ainda estou com fome" ou "quero mais carne"
- essemmm (enquanto aponta para alguma coisa): "quero esse brinquedo" e, para ele, tudo pode ser considerado um brinquedo
- essemmm (enquanto levanta os dois braços): "me pega no colo"
- au au au: cachorro
- nene: nenê, é claro
- gooooooo: gol

sábado, 23 de julho de 2011

Seja consistente

O bebê acordou às 6 horas. Não pela primeira vez na noite. Nem na semana. Ela foi até ele decidida a não tirá-lo do berço e deitar com ele na cama acessória. Bico, paninho, cafuné, mão da cabeça. O choro ia e vinha conforme ele queria. Ela pensava: seja consistente. Será que estou sendo consistente da maneira correta? Passaram-se 30 minutos, 1 hora. Ele silenciou. Após 2 a 3 minutos ela planejou as palavras que escreveria: e então ela voltou para a cama, orgulhosa. Nem bem chegou a penúltima palavra e ele já chorava novamente. Ritual repetido. Já eram 7:15 da manhã. Ele silenciou. Desta vez terminou a frase. Mas mal teve tempo de ir ao banheiro (sua bexiga estava prestes a explodir!) e ele voltou a chorar. 7:25. 7:35. E ela agora pensava: e então ela tirou o pijama, orgulhosa, e iniciou seu dia.